sábado, 26 de março de 2011

60 minutos

Como é bom o teu perfume, a tua voz, sentir o seu jeito de fazer carinho.

Por um momento, preciso olhar os teus olhos para confirmar que o que acontece é real. Aperto tuas mãos, dessa forma digo em silêncio o quanto te amo.

Querida começamos a vencer o tempo, pois um único beijo é tão longo que parece nunca terminar;

As viagens mais espetaculares, as festas mais animadas, os diplomas recebidos, as conquistas pessoais, os amigos, a família, todas essas emoções somadas parecem não me deixar tão feliz quanto comparado ao clímax de nosso momento.

Tudo que você diz seduz, provoca, me faz querer de novo...de novo.....

Desejo teu rosto, tuas pernas, teus braços, teus sonhos, tua boca, tuas fantasias,teus cabelos e pés, tuas costas, teus seios, tua imaginação, tua língua, teu sexo, tudo que é você.

O termo “tornar um só” ganha sentido literal.

Agradeço a Deus por me deixar viver até esse dia onde nenhuma palavra pode descrever tamanha experiência de amar e ser amado.

Que toquem sinos, trombetas, que se celebre este momento mágico e milagroso.

Confesso, você é linda, linda.

Questões científicas foram comprovados em nosso encontro. Sim, existe espirito, Deus, Telepatia e alma gêmea.

Nesta hora meu amor, torno-me egoísta, esqueço das decepções com a raça humana, em meu coração desaparecem questões políticas, econômicas.
 E o futuro? Pra que pensar?tudo acontece aqui e agora.
Querida, Te amo

domingo, 6 de março de 2011

O Carnaval em Salvador, O Espetáculo no Circuito Curuzú. Uma noite de Turista na Própria Terra.

Texto dedicado ao Sr.Edvaldo, Dna Solange e Elisângela.



No sábado de carnaval/2011 me dei à oportunidade de conhecer a saída do Ilê Aiyê no Curuzú, aproveitei convite de meu amigo Ederivaldo o Edy..

Não há profundidade cultural, histórica nem geográfica neste texto, e também não é esse objetivo.

O Ilê é o mais tradicional bloco Afro da Bahia. Tem sua sede no bairro da Liberdade, mas especificamente no Curuzú, área com maior população de negros fora da África.

Neste dia abdiquei de ir à avenida pular na pipoca, para conhecer esse pedaço do carnaval da minha terra que não é tão divulgado quanto os megas camarotes e blocos dos chamados “circuitos Tradicional” e “Circuito Dodô e Osmar”.

O Ilê Aiyê desfila na avenida, mas antes, desfila pelo Curuzu, saindo de sua sede e arrastando uma multidão de foliões e fãs orgulhosos do bloco e de sua história.

Enquanto o bloco não sai, os bares permanentes ou criados provisoriamente no Curuzú é o ponto de encontro dos foliões, onde há bastante música, dança, bebidas e encontros.

A passagem do Ilê é rápida, pois o caminhão do bloco praticamente não para. Ao final do percurso, os integrantes da agremiação se dispersam e encontram-se posteriormente nos chamados circuitos oficiais do carnaval.

Após a passagem do Bloco, a festa continua e parece não ter fim.

No inicio da noite apesar de movimentado o público festeiro ainda parece meio tímido, paulatinamente às ruas vão enchendo assim como cresce a animação das pessoas. O clímax ocorre com a passagem do bloco . A avenida se torna um manto gigante de pessoas.

Fiquei na companhia de Edy, de seus amigos, de seus pais, avó, primos, primas, tias, (era um mini bloco de carnaval). Ficamos aguardando o Ilê ouvindo partido alto do “Samba Mania” tocado numa casa que nos dias normais funciona com uma creche/escola com o nome sugestivo para o que escrevo “Caminhando pro Futuro”

Além da grande concentração de camisas do Esporte Clube Bahia, outras manifestações maravilhosas, motivou a redação deste texto. Então, vamos lá.

O que é carnaval, senão uma gigantesca festa popular, onde todos tiram suas fantasias para festejar a vida, comemorar os amigos, a família, os amores?

E foi isso que encontrei. E tive surpresas, maravilhosas.

Acreditei que sempre onde há bebida, multidão, pouco policiamento, música alta, haverá confusão, briga furtos e violência. Hoje acredito que nem sempre isso ocorre.

Vi um carnaval com todos os ingredientes que conhecemos, mas esses ingredientes no Curuzú possuem características particulares.

Tinha camarote animado, mas não era pago, eram as sacadas das casas, as lajes cheias de convidados e moradores plenos de energia e pulmão para cantar antes e depois da passagem do Ilê. Esses camarotes não dividem a avenida com os foliões.

Havia policiamento, um pequeno contingente, mas havia. Só que a cena de viaturas passando onde soldados faziam percussão em seus veículos para acompanhar o ritmo da festa, moradores- foliões oferecenndo “tira-gosto”, aos policiais militares, demonstrava que é possível à manutenção da ordem e harmonia entre polícia e sociedade.

Foi uma festa popular como dita o carnaval? Foi, foi legítima, tinha gente rica, pobre, tinha preta, branca, mestiça, tinham velhos, novos, crianças, sei lá, tinha gente. Eu sei que todos estavam lá, se misturando como tem que ser, pois esse é o verdadeiro sentido da vida. Somos um só com oportunidades distintas e pensamentos e ações diferentes como tem ser, mas no fundo, iguais no direito à felicidade, a ir e vir, a escolher o estilo de vida, a lutar de nosso jeito pelo nosso destino, a sermos respeitados.

Havia lugar para o pipoca e os blocos. A vestimenta do Ilê tornava seus integrantes os grandes personagens de uma história, mas não se sentiam superiores por isso.

E se me perguntam, tinha gente bonita? Afirmo sem dúvida. Havia Mulheres que me deixavam de queixo caído, somente o queixo caído. Dos meninos não vou opinar a esse respeito. Mas acima de tudo a felicidade, os sorrisos, as conversas, as danças o olhos e o semblante daquele povo tornava aquele lugar em um local de gente muiiiito bonita.

Havia imprensa? Sim. A globo, O SBT e a Band, estavam lá, o mais impressionante, no entanto, foi ver a imprensa do Youtube, que a cada intervalo de gravação sambava, ovacionava aquela magia do povo baiano. Não me lembro de ver transmissão tão interativa.

Pois bem, vi algo simples e complexo, que tento explicar, mas parece inexplicável, onde gerações e famílias se encontraram. Senti na pele o espirito da baianidade, que explica as nossas raízes. Reafirmo, vi uma festa popular no que tem de mais verdadeiro, com divertimento, com amor, com alegria. Vi o Carnaval.

Obrigado Edy.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Não saia da CLA (Corrente Leste Australiana)

CLA (Corrente Leste Australiana), fenômeno narrado na animação da PIXIES "Procurando Nemo", mostra um evento onde um monte de tartarugas utiliza para estarem juntas, para seguir a viagem até seu destino. Caso uma delas saia da CLA, estará só e provavelmente não sobreviverá.




Trago essa referência do filme para comparar com uma observação que acho nova e preocupante.







Do início de nossas vidas até o fim, somos cercados por algum elo que não nos deixa sentindo sozinhos, e nos projetam para a próxima fase de nossa vida, (estamos dentro da CLA). Esses elos impedem a depressão, a solidão e outros sentimentos ruins. E a cada fase, à importância de um individuo ou grupo passa para outro.



Calma, tá complicado? Peço que acompanhem meu raciocínio, até o fim. Creio que valerá a pena, melhor, valerá um Nobel.



Na infância o elo é nossa mãe, se ela não existir, muito provavelmente teremos já a partir daí problemas, (nem sempre, mas muito provavelmente), Numa segunda fase da infância, o elo é transferido em parte para o pai e começa a surgir à importância dos amigos, então chamados pelos nossos pais de amiguinhos. Da mesma forma nossos amigos no enxergam. Na adolescência o elo são os amigos, não estou falando importância em termos de amor, mas sim do que norteia nosso comportamento, nossa sociabilização na adolescência, são com eles que conversamos, compartilham do que gostamos e das mesmas atitudes preocupações e sonhos.Imagine se um adolescente por algum motivo perde esse tipo de convívio. O mundo meio que acaba. Por isso o grande elo são os amigos.



Não quero e não vou comentar todas as fases de forma detalhada, só quero que observemos juntos, se não estou certo. Pois precisamos estar alinhados com cada fase da vida. Precisamos vivenciar cada fase da vida com um grupo.



Os amigos vão perdendo espaço para o nosso relacionamento amoroso e nossa vida profissional, que ganham maior relevância, o poder é transferido paulatinamente. Quantas vezes nessa fase ouvimos de outras pessoas que não temos tempo para nada só trabalho ou que o a pessoa que nos relacionamos faz da gente o que quer, isso com certeza deve acontecer com nossa namorada nesta fase há sacrifícios em prol do eu da pessoa amada, e do futuro.



Numa fase mais madura, o foco passa a ser o nosso relacionamento e o convivo social do nós dois não visto separadamente, mas como um. Na pratica nos pegamos na fase na pizzaria com a família dela ou dele, comprando presente para o sobrinho dela, aturando ou nos divertindo com o cunhado, com a família dela ou dele, os eventos estão em sua maioria relacionados a isso e ao vinculo profissional. Nesta fase pergunto onde estão nossos amigos, sua família? Tenha certeza que no seu coração (rsrs) não mais no seu cotidiano. Numa fase seguinte vocês tornam-se de certa forma independentes (emocionalmente) das coisas que os cercam, o elo agora é só o casal. Planejamento de casa, casamento, viagem, visita a aqueles amigos que nunca mais viram. Não se preocupe com eles também será assim.



Calma, já estou chegando ao arremate. O elo anterior já faz parte do passado. Por fim, casados vocês já possuem outra rotina guiada pelas suas emoções. O herdeiro ou herdeira, O resto é importante? Claro, mas não é o principal, tudo agora é direcionado aos filhos, como educá-los, como amá-los.



Sabem, tudo isso é a CLA.



É a sequência que devemos seguir para que tenhamos uma vida próxima da plenitude, se não houver uma dessas sequências, se não tivermos alinhados, provavelmente não sobreviveremos. Para ser mais prático, posso exemplificar que numa fase de 40 anos o homem ou mulher já devem estar casados, com situações profissionais decididas, pois essa fase não é mais da era dos amigos, da família original, que existem, mas estão vivendo a sequência da CLA deles. Por isso, para nossa sobrevivência devemos encontrar a CLA, sob pena de vivemos infelizes e solitários.



Espero ter sido claro, provavelmente estarei fazendo alterações para que esse texto torne-se agradável para a leitura. Quero (humildemente) criticas ou provocações.



Abraços a todos

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Trailer - Uma Noite em 67 - Fantástico, numa época de ouro da MPB


Uma Noite em 67

Final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Nomes fundamentais da MPB se reúnem no mesmo palco para competir entre si com canções que se tornariam emblemáticas, mas que naquele momento eram inéditas. Entre os finalistas, estavam Chico Buarque e MPB 4, com Roda Viva; Caetano Veloso, com Alegria, Alegria; Gilberto Gil e os Mutantes, com Domingo no Parque; Roberto Carlos, com Maria, Carnaval e Cinzas; Edu Lobo, com Ponteio e Sérgio Ricardo, com Beto Bom de Bola. O documentário mostra os elementos que transformaram aquela noite em um evento único: o clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil.

Uma Noite em 67 - Brasil, 2010
Diretor: Renato Terra, Ricardo Calil
Elenco: Depoimentos de: Chico Buarque, Caetano Veloso, Zuza Homem de Melo, Paulo Machado de Carvalho, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Edu Lobo, Sérgio Ricardo, Sérgio Cabral, Solano Ribeiro, MPB4
Gênero: Documentário

Dia do E o

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Orações

Hoje pela manhã como faço as vezes ou melhor, em alguns dias, me coloquei a orar. Minhas orações começam pelas minhas ex-namoradas, minha ex-mulher. Creio que faço desta forma, justificando que mesmo com o fim dos relacionamentos, desejo a felicidade de todas, depois prossigo pedindo pela minha família e em particular minha filha e a lista vai crescendo. Amigos, colegas de trabalho, a relação contem pessoas amigas depois por "inimigos", pessoas desfavorecidas, que sofrem e  por fim chega a toda a população na terra. Dessa forma mesmo, começo com nomes de pessoas próximas e no final a todos, mesmo anónimos.
Nesse momento eu me pergunto. Do que adianta tantas orações? Alguém ou melhor, muitos irão padecer, perder alguma luta, a própria vida.

De alguma forma, hoje 25/06/2010 começo a acreditar que não é bem desse jeito. De alguma forma a ideia de corrente parece fazer sentido. Assim como eu, tantos outros devem clamar aos céus, a Deus pelo bem da humanidade e provavelmente pequenos e grandes milagres  que não compreendemos acontecem. É um novo emprego ou uma vitória pessoal, cura de doença, concessão de perdão. Passo a acreditar que quanto mais oramos de coração e quanto maior o número de pessoas engajadas nesta ação, o mundo se torna melhor e mais pessoas estarão felizes.  Por isso não esqueçam de diariamente colocar nosso pensamento em Deus e pedir para as pessoas, todas elas, para o mundo.
Um grande abraço

terça-feira, 22 de junho de 2010

Arrependimento

Quem disse que não podemos nos arrepender de algo que fizemos? Esse é um grande erro. Essa mania maluca de acreditarmos que temos personalidade se sempre afirmamarmos que "só nos arrependemos do que não fizemos", ou que tudo faz parte do crescimento então tinha que acontecer.
Não vejo por esse lado. As vezes essas justificativas são verdadeiras, plausíveis. Mas tem momentos que decidimos por um caminho que nós escolhemos, sem pressão, sem ter sido por imaturidade ou falta de experiência.
Não tenho vergonha alguma de falar que errei em alguns momentos pois fui teimoso e essa teimosia custou caro. talvez apenas uma porrada fosse necessário, mas várias porradas pelas mesmas escolhas significa perda de tempo, continuar numa mesma etapa da vida. Quantos relacionamentos vi que não daria certo? gastos que não devia fazer? pessoas que não poderia confiar?
Moral da história, temos que ser sentimentais sim, mas temos acima de tudo que nos protegermos e perguntarmos, essa história eu já vi antes??  Se já amigo, então tomas conta do leme, depois cabe a você se arrepender ou não, pois tomaste a atitude certa.
Abraços